O apresenta os resultados de um estudo onomasiológico sobre o falar dos residentes de Salvaterra, munícipio do Estado do Pará, com foco na variação lexical em termos da nomenclatura das partes do corpo humano. Foi um estudo descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, orientada pelos pressupostos da dialetologia, sob o método da geolinguística, envolvendo 80 informantes, remanescentes e/ou descendestes dos que integraram a primeira pesquisa, sendo residentes na zona urbana (52) e 28 da zona rural (28), inseridos na faixa etária de 17 a 80 anos de idade. As bases teóricas incidem nas ideias de diversos autores, dentre eles, Biderman, Baldinger, Babini, Guiraud, Tarallo, Oliveira, Moreira, Saussure, Araujo, Cabré, Sager, Dubois, os quais considerando a diversidade linguística e cultural existente no meio social, abordam a variação da língua em diferentes aspectos, apresentando profícuos resultados em prol de um conhecimento cada vez maior acerca da língua materna, em específico, a diversidade lexical em termos dos aspectos semânticos vinculados aos fatores históricos e sociais. Norteado pela busca de traços linguísticos que possam retratar as formas variantes dos termos em uso pelos falantes o estudo abrangeu revisão bibliográfica, reconhecimento do locus da pesquisa, escolha dos sujeitos e aplicação de entrevista. Os dados apontam que no falar dos entrevistados são constantes os casos de criação de palavras, seja pelos processos de formação tradicionais ou pelos métodos da comparação e substituição, os quais, respondendo à questão norteadora do estudo, subsidiaram estabelecimento da relação entre as palavras e suas estruturas e processos formadores.